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Spotlight ganhou fama e notoriedade ao vencer o Oscar deste ano de Melhor Filme. O longa conta a história da equipe de jornalismo investigativo do jornal americano Boston Globe que descobre que a Igreja Católica não apenas sabia sobre todos os casos de pedofilia acontecidos dentro da Igreja, assim como acobertava os padres.
Assim como todo texto jornalistico, a história de Spotlight começa com um furo e então sua suíte. Calma, eu explico o que é uma suíte: é o desdobramento que uma matéria pode ter. Com a chegada de um novo editor no jornal Boston Globe, ele encontra a possibilidade de uma suíte em uma reportagem escrita anos antes no próprio jornal e coloca a equipe investigativa do jornal, a spotlight, para apurar o que havia acontecido com o padre pedófilo de anos atrás. Entrevistando fonte pós fonte, eles se deparam com um caso de dimensões muito maiores do que as imaginadas originalmente com cerca de quase 90 padres pedófilos apenas na cidade de Boston. 

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Assim como uma matéria jornalistica, Spotlight é enxuto, baseado exclusivamente em fatos e sem o uso de adjetivos. Extremamente focado em mostrar as desventuras que foi para a equipe investigar e provar uma acusação seríssima contra uma das instituições mais poderosas do mundo que é a Igreja Católica.
É um filme prazeroso de assistir e embora tenha mais de duas horas de duração, não parece porque o filme tem um roteiro fantástico (e pensar que o filme quase não saiu do papel!). Pensar que o filme foi baseado em uma história real e nem assim foi excessivamente dramatizado é uma evolução a considerar a quantidade de roteiros baseados em fatos reais que se perdem em romances e dramas baratos. 
Spotlight é capaz de mostrar com precisão o motivo que leva várias pessoas a se tornarem jornalistas: a possibilidade de mudar o mundo e de torná-lo um lugar melhor. 

Beijos
S.S Sarfati

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