resenha 5º temporada house of cards

Em Dezembro de 2016 eu assisti a 4º temporada de House Of Cards e disse estar super animada para a 5º temporada, será que ela atingiu as minhas expectativas?Com muita dor no coração digo que esta temporada foi a mais fraca até agora. Em termos de roteiro digo que ela foi alongada demais para dar o 13 episódios de cada temporada e por isso o ritmo dos episódios variava muito, poderiam ter condensado em oito ou dez episódios de alta qualidade aos invés de 13 episódios medianos. Além disso, em termos de história foi bastante maçante. O texto abaixo tem spoilers, leia por sua conta e risco.
Estamos acostumados a todas as artimanhas do Frank Underwood para não apenas conquistar o poder, mas como se manter nele e foi isso que pode ser visto na primeira metade da temporada quando ele dá um golpe que praticamente anula as eleições presidenciais (oi Temer, sumido) e ele faz de tudo para o seu oponente republicano, o governador do estado de Nova York, Will Conway ir ao seu limite no desgaste que é o jogo político além de obriga-lo viver seus traumas da guerra. Até essa parte a temporada foi sensacional e acredito que devesse ter terminado aí a 5º temporada, só que não foi isso que aconteceu. 
Uma vez "eleito" o casal Underwood tem dificuldades em se manter no poder uma vez que há uma espécie de "lava jato americana" fechando o cerco para eles e a equipe investigativa do jornal Washington Herald liderada pelo Tom Hammerschmidt também está caindo em cima nas críticas ao governo. Lembra que no final da 4º temporada o Hammerschmidt estava fazendo uma matéria que revelava todas as armações de Frank e que prometia ser o novo caso de Watergate? Bem, a matéria não teve tanta repercussão assim - o que me deixou bastante desapontada embora eu tenha adorado ver o destaque que a mídia teve nessa temporada, algo que não era mostrado desde a morte da Zoe Barnes no início da 2º temporada. Gostei bastante da maneira que a série traçou um paralelo entre as personalidade de Underwood e Hammershimidt que, apesar de serem "arque-inimigos" são bastante parecidos. Me irritou como o núcleo jornalístico da série começou a todo vapor no início da temporada e foi diminuindo o ritmo conforme o tempo foi passando. Espero que haja uma explicação para isso na próxima temporada. 
Claire que não mais vive a sombra do marido, agora é a vice presidente e a primeira dama dos Estados Unidos - além de ter um guarda roupa magnifico digno da sua personalidade. Foi legal como desenrolou o caso dela com o escritor Tom Yates, muito parecido com Frank e Zoe só que com um pouco menos de interesse e um pouco mais de amor, e como se deu a morte dele - mostrando que não é apenas um dos Underwood que é capaz de eliminar qualquer um que esteja atrapalhando seu caminho. Aliás, o aumento do destaque dos papéis femininos nesta temporada é um ponto muito positivo - ainda mais considerando que a política é um dos ambientes mais machistas que existem.
O que realmente me deu nos nervos no final da temporada foi o Frank renunciando a presidência, ele não é o tipo de cara que acredita nos dizeres "não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu" porque para ele é exatamente sobre isso.  Os telespectadores são prova de tudo o que ele fez, tramou, ameaçou e quem ele matou para chegar lá e após uma conversa furada com uma assessora da Claire ele desiste de tudo isso para poder "dominar o mundo" na indústria privada enquanto ela estivesse no governo - ainda que ele estivesse podendo ter seu mandato cassado em uma sucessão de eventos muito parecidos com o que vimos no Brasil em 2016. 
O mais irritante foi vê-la tramando contra ele. Nas últimas cenas da temporada ela deixa bem claro que agora quem dá as cartas é ela, como se ela esquecesse quem colocou ela lá. E nós sabemos que na política lealdade conta mais que tudo. Frank desistiu muito fácil de tudo isso e a Claire se deixou afetar  pelo poder muito rápido. O que me deixou um pouco mais aliviada é que o Frank percebeu a ingratidão por parte da esposa e deixou bem claro que se ela não fizesse o que ele queria, ela terminaria morta, então eu realmente espero que a próxima temporada haja uma guerra entre os Underwoods e que ela termine morta - nós sabemos que mais sangue na mão de Frank não é o que vai impedi-lo de ter uma boa noite de sono. Ele é o protagonista psicopata louco pelo poder e é assim que deve continuar sendo, acho altamente improvável que ele de fato desista do poder, supere a traição política da esposa e, principalmente, ser tapeado. Não é mesmo, Francis? 


Além disso, a performance do Kevin Spacey está fantástica. Ele, literalmente, monopoliza a cena em diversos momentos. É uma das grandes apostas para o Emmy 2017. Quanto a série acho que ela não leva nada este ano e também acho que o seu fim está próximo.

E você, já assistiu a nova temporada? O que achou? Me conta :)
Beijos
S.S Sarfati

Sampando and Co

Desde a época em que eu ainda passava as minhas férias em São Paulo (isso foi há, no mínimo, 10 ou oito anos atrás) eu era louca para ir na Feirinha da Liberdade que acontece aos sábados e domingos das 9h às 18h nos sábados e às 19h aos domingos no tradicional bairro japonês na Cidade da Garoa.
Iniciada em 1975 ela tinha como objetivo expor e vender itens da cultura japonesa para a população de São Paulo e está lá desde então. Muita coisa mudou da década de 1970 até hoje, mas é legal ver a população japonesa do bairro ir lá fazer essa manifestação cultural (sempre admirei como os japoneses e seus descendentes são ligados a sua cultura mãe, acho que todos os descendentes de imigrantes tinham que ter um pouco disso consigo), mas nem tudo são flores: infelizmente muito do que vemos lá é o mesmo que veríamos se fossemos à 25 de Março e ao Brás. Há muitos produtos japoneses de verdade,  mas a grande maioria é made in china mesmo.
Uma coisa legal de lá é que dá para ter contato de verdade com a culinária japonesa e não só os sushis e temakis que temos em restaurantes especializados. Eu almocei por lá e até hoje não sei direito o que comi! Se você não é fã de comidas diferentonas fica tranquila: há Subway, Mc Donalds e os tradicionais temakis. Há as comidas da feira e os dos restaurantes, eu preferi comer nos restaurantes por confiar mais na higiene mesmo - sou muito medrosa com isso. Tem também os mercadinhos de lá, mas como fui em um domingo na emenda do feriado do Dia do Trabalho estava MUITO cheio e como moro em São Paulo deixei para ir lá outro dia. Ouvi dizer que por lá tem vários achados em termos de temperos e comidas que em  supermercados são caros. O mesmo vale para as lojinhas de cosméticos - quero ir MUITO lá visita-las. Eu vou e conto para vocês.
Eu já disse acima e reafirmo, lá tem muita pegada de Brás e 25 de Março, mas vale a visita nem que seja para um almoço. Se não gosta de muvuca, vá de semana ou dê preferencia para dias mais nublados. As barracas quase que todas aceitam cartão de crédito e débito, mas tem bancos e caixas 24 horas ali por perto. Para chegar lá é bem tranquilo: é só ir de metrô que você já desce, quase que literalmente, dentro da feira. A Liberdade fica na linha 1-Azul e a passagem custa R$ 3,80 (um roubo!).
Clique aqui para ir para o site da feira.

Você já foi à Liberdade? O que achou? Me conta sua experiência!
Beijos
S.S Sarfati

Diário de Bridget Jones (2001)
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Vocês já devem ao menos terem ouvido falar de uma autora chamada Jane Austen, eu mesma já falei dela aqui no blog no post sobre seu livro mais famoso, Orgulho e Preconceito. Se você nunca ouviu falar nela, até dá para entender uma vez que ela é uma escritora do século XVIII/XIX, mas tenho certeza que você já ouviu falar da divertida Bridget Jones
Dona de quatro livros e três filmes queridíssimos da Sessão da Tarde, Bridget Jones é um jornalista britânica de 30 anos que está acima do povo que após a virada de ano decide começar escrever um diário para expor todos os seus pensamentos como quantas calorias ela consome, quantos cigarros ela fuma e quanto de álcool ela ingeriu - tudo de maneira hilária.
Afinal, o que essa jornalista de meados da década de 1990 tem haver com a Elizabeth Bennet, protagonista de Orgulho e Preconceito? Tudo! Pois uma é praticamente uma fanfic da outra. Para quem não sabe, fanfic é quando os fãs criam as suas próprias versões de uma obra da ficção e foi exatamente isso que Helen Fielding fez quando criou o universo de Bridget: ela se baseou na principal obra de Austen para escrever seu maior sucesso. 
Sem querer dar spoilers, mas um dos grandes pretendentes de Bridget é um rapaz chamado Mark Darcy, um advogado bem sucedido e com uma boa condição financeira, apesar de tímido - lembrando que o grande galã através das gerações é o Mr. Darcy um aristocrata rico, de boa família contudo com algumas habilidade sociais prejudicadas. Além disso, Bridget e Lizzie são duas mulheres fortes, independentes e que acima de tudo  amadurecem ao longo das suas respectivas histórias. 
Como eu li em um blog chamado Escritoras Inglesas "É uma verdade universalmente conhecida que o Diário de Bridget Jones é um dos maiores prazeres secretos cinematográficos na história dos filmes."

Vocês já assistiram alguns dos dois filmes ou leram os livros? O que acharam da comparação?
Beijos
S.S Sarfati

cidade grande
tumblr

É muito comum se falar sobre como as pessoas podem nos influenciarem negativamente, especialmente se formos "cabeça fraca". Já aconteceu quando você era adolescente de levar amigos para casa e seus pais (no meu caso é mãe porque era ela que ficava em casa cuidando de mim, rs) e eles não gostarem de algum amigo/amiga seu e depois de um tempo você achando que eles eram apenas implicantes você percebe que infelizmente eles estavam certos? É aquele ditado o qual vivo me deparando no Twitter "Seus pais percebem os amigos falsos antes de você". Só que não é sobre isso que vou falar neste post. Hoje vou falar sobre as pessoas que nos influenciam positivamente. 
Em uma época em que é tão comum ver pessoas se intitulando "influenciadores digitais" porque não pensar nas pessoas simples do nosso dia-a-dia que não se intitulam nada e que nos influenciam a nada mais do que sermos pessoas melhores do que fomos ontem?
Não sei você, mas durante o Ensino Médio e atualmente na faculdade fui contemplada com a chance de ser aluna de grandes mestres que merecem essa nomenclatura não (apenas) pelos seus títulos acadêmicos, mas por serem pessoas realmente fantásticas. Eu me lembro de durante o Ensino Médio ter aulas tão fantásticas a ponto de evitar faltar nos dias em que tinha aulas com esses professores, eu ia até naquelas últimas aulas do semestre (no final de junho/novembro). Eles me faziam querer ser uma aluna melhor, eu me dedicava mais as aulas deles, lia tudo o que eles me recomendavam e, acima de tudo, uma pessoa melhor. Eu explorava meu maior potencial naquela aula e quando percebia havia me tornado uma melhor versão de mim mesma. Professores são um exemplo bastante óbvio, mas eu não conheço nenhuma profissão mais "influenciadora" do que esta. Seriam eles os primeiros influenciadores, antes mesmo da Era Digital? 
Amigos, parentes, namorados ou qualquer pessoa que por algum motivo te influencie a ser melhor é alguém que você deve manter por perto, contudo, algumas pessoas acabam, de uma maneira ou de outra, sendo obrigadas a sair das nossas vidas, mas não é por isso que você vai passar a odiá-las. Não é porque você terminou com seu namorado, por exemplo, que você vai passar a ter nojo de escutar o nome dele uma vez que você que não apenas ele te fez bem por um tempo como te ajudou a ser uma pessoa melhor. Um exemplo bastante pessoal é que meu ex-namorado comia pão de forma em praticamente todas as refeições e eu estranhei isso no início, mas por fim percebi que era um ótimo alimento que eu havia deixado de comer em grande quantidade na infância. Não é só porque o meu ex fazia isso que, mesmo eu achando uma boa ideia, eu vou deixar de fazer. 
Vejo muitas pessoas seguindo cegamente apenas o que os "influenciadores digitais" falam, mas ignorando a convivência no dia-a-dia. Não seja essa pessoa. Não seja alguém incapaz de olhar a sua volta.

Você já teve alguém que te influenciou positivamente? Me conta!
Beijos
S.S Sarfati 

iPhone e mídias sociais
Eu não sei quem é o autor dessa foto, se for sua me avise para dar os créditos
No terceiro post dessa série de posts sobre Mídias Sociais eu falei sobre Planejamento e Leitor, ou seja, expliquei um pouco sobre metas e objetivos, voz da mídia com o público e interação com o leitor. Hoje vou falar um pouco sobre métricas e monitoramento.

Métricas (quantitativo): 
Primeiro de tudo entenda: "se você não pode medir, não vai conseguir gerenciar", ou seja, precisa-se dos números do seu trabalho para entender o que está acontecendo. Assim você poderá medir as impressões (quantas vezes um post aparece na timeline), alcance (volume de usuários únicos que foram impactados pelo post) e o engajamento (pessoas que clicaram, curtiram, comentarem e compartilharam um post). 
Com esses dados é possível calcular a taxa de engajamento que é o engajamento mais o número de cliques dividido pelo número de impressões. O resultado será a porcentagem de engajamento que você tem nos seus posts.

Monitoramento (qualitativo):
Para ser capaz de monitorar seus posts você precisa pensar em qual o sentimento das pessoas quando estão interagindo nos seus posts e que tipo de posts têm mais likes. É essencial alinhar a métrica com seus  objetivos/metas/estratégias. 
Identifique seu público e suas necessidades e interesses. Os horários de pico são essenciais para o sucesso (ou não de uma postagem). Não se esqueçam que para diferentes meios precisa-se de diferentes mensagens, vejam um bom exemplo na imagem abaixo:

diferentes mídias socias diferentes mensagens


Espero que tenham gostado, me contem o que acharam! Qualquer dúvida é só falar :)
Beijos
S.S Sarfati 


Este foi o primeiro livro que li no meu novo projeto de vida agora que estou morando em São Paulo que consiste em aproveitar o tempo que eu gasto em transito (são quase 3h por dia!) e ler ebooks pelo celular. É prático porque consigo aumentar as letras para que eu consiga ler sem óculos e porque é muito mais fácil segurar o celular, mesmo em pé, do que um livro físico. Além de ter a opção de grifar sem partir o coração do leitor <3 
Decidi começar com um livro da Meg Cabot não só por ser super fã dela (na minha entrevista para a Tv Justiça até falei que ela é uma das minhas inspirações como escritora), mas por conhecer bem o estilo dela a ponto de saber que seria uma leitura fácil e descompromissada. 
Desde que terminei o Ensino Médio, em 2014, acabei me distanciando muito do universo High School especialmente na ficção então este livro foi a minha retomada a algo que foi tão presente na minha vida por tantos anos. 
Steph é a clássica menina invisível da escola que quer ser popular e após encontrar um livro da década de 1950 sobre como ser popular, decide se inspirar nele e tentar alcançar a tão sonhada popularidade. O céu é o limite para Steph e seus planos! 
É uma leitura agradável, sem dúvida, como todos os livros da Meg Cabot são, contudo ele é tão absurdamente inocente que não sei se sou eu que estou adulta demais ou os livros que estão tão "fofos". Acho que ele poderia ser um pouco mais enxuto, umas 20 páginas a menos fariam a leitura muito mais agradável. 
Para mim foi um livro quatro estrelas (de cinco) pois vale a pena ser lido, ainda que sem expectativas. 

Já leram este livro, o que acharam? Ou ficaram com vontade de ler?
Beijos
S.S Sarfati
Me adicionem no Skoob, vamos trocar dicas literárias!

Ross e Rachel de Friends

Se você viveu em Marte nos últimos 23 anos é muito provável que não saiba quem são Ross e Rachel da série Friends, caso contrário você certamente sabe, ainda que apenas de relance, quem são eles. Contudo, quero que todos entendam meu ponto com este texto por isso vou explicar exatamente quem são eles. De maneira bastante resumida (bastante mesmo!), Ross e Rachel têm um relacionamento iô-iô que dura a série a toda até, literalmente, o último episódio quando eles ficam juntos de vez (a série acabou em 2004 então isso não pode ser considerado, nem de longe, um spoiler). 
Quando terminamos um relacionamento que estava minimamente bom e que as duas partes ainda se tratavam com certo carinho, respeito e admiração, em algum momento você vai refletir se realmente valeu a pena ter terminado - seja por carência, dia dos namorados chegando ou saudades, você vai se pegar pensando nisso. Não tem jeito. Só que se vocês ainda conversarem o sentimento vai ser muito mais forte e suas dúvidas serão ainda maiores. É normal.
É aquele tipo de coisa que não dá para entender muito porque acontece pois parece que não é tão fácil assim se desligar de uma pessoa que já significou tanto para você, ainda que seu cérebro saiba bem disso. Parece que a conexão entre vocês é tão grande que não vai se romper tão fácil, então você começa a se questionar se não tem um "motivo maior" que leva vocês a não deixarem de se falar totalmente. Você está tão obstinado em buscar uma explicação para o fato de vocês terem terminado, mas não deixarem de se falar que você simplesmente não entende que você está apenas apegado. Nem todo mundo que entra na nossa vida é para ficar.
Às vezes entramos em relacionamentos iô-iô, nos seus mais diferentes tipos porque nós achamos que a outra pessoa pode ser a pessoa certa - bem no estilo das comédias românticas que no fim as duas pessoas ficam juntas pois são destinadas uma para outra - apenas para não encarar a realidade porque não queremos entender que o relacionamento acabou e que o Ross e a Rachel são apenas ficção.
Não sou tão pessimista a ponto de achar que coisas assim não acontecem na vida real, mas não podemos nos agarrar a isso cegamente para não encarar que o relacionamento chegou ao fim. Se no fim vocês tiverem que ficar juntos, se existir destino e o destino de um é ao lado do outro isso é ótimo, mas que seja uma agradável surpresa e não uma maneira de fugir da realidade. 

Você já esteve em uma situação assim?
Beijos
S.S Sarfati