Clube de leitura de Jane Austen resenha tumblr

Acredito que a palavra que eu poderia resumir esse livro é decepção. A capa é linda, fotogênica, delicada, enquanto a diagramação é bonita e sofisticada. Já a história em si, a parte mais importante do livro, não é nada além de chata e tediosa.
Não sei se eu quem fui com expectativa demais no livro por ser fã da Jane Austen (eu comprei assim que lançou, paguei mais de R$ 30 - geralmente eu espero promoções para pagar por volta de R$ 20)  - já leu a minha resenha de Orgulho e Preconceito? ou se fui tola mesmo, mas  a verdade é que eu não recomendaria ele para pessoa alguma.
Ele é um livro bem escrito, as palavras foram bem escolhidas, mas durante o livro eu sentia que a história ia do nada para o lugar algum. Ao apresentar cada um dos romances da Jane Austen nas reuniões mensais do clube do livro, a autora ia contando para o leitor sobre a história de cada uma das personagens, mas não dava continuidade a isso, não traçava um paralelo com a realidade da personagem e nem um paralelo entre o romance da Jane Austen discutido. Durante vários momentos da leitura eu me sentia inundada por uma onda de aleatoriedade. Nada acontecia ou se acontecia não ficava claro porque aconteceu.
O pior de tudo é que eu sinto que o final foi algo jogado na história porque a autora precisava acabar logo a história. Foi um final inconclusivo que não conseguiu amarrar nenhuma das várias pontas soltas deixadas na história.
A história enquanto teoria é boa, tanto que eu acredito que o filme seja MUITO melhor que o livro, mas na prática a autora não soube direito o que fazer. O que mais me chateia a respeito disso, além do dinheiro gasto, é que por ter o nome Jane Austen cria-se expectativas muito altas para a qualidade literária do livro, mas que ele não chega nem aos pés. Está na minha lista de decepções literárias de 2017 junto com Wicked.

Você já leu um livro que te decepcionou tanto assim?
Beijos
S. S Sarfati


Basicamente se você não vive em Marte e tem  acesso a mídia, seja jornal, revista, internet ou televisão, já deve ter reparado que tem épocas em que acontece uma espécie de avalanche midiático em que todos os veículos começam não apenas a falar sobre alguém específico, mas o tempo todo como se eles quisessem colocar determinada ideia na nossa garganta e nos fazer engolir a tal pessoa. Assemelha-se muito a um remédio que uma criança precisa tomar mesmo não querendo - com a maior diferença que o remédio melhora alguma coisa e isso só faz as assessorias pagarem muito dinheiro aos jornalistas enquanto eles tratam o seu público como idiota.
De épocas em épocas os jornalistas e demais responsáveis pelas matérias dos principais veículos de informação elegem novas queridinhas e durante este período tudo gira em torno delas. Não importa que tipo de mídia estamos falando, desde a falada até mesmo a escrita e assistida: tudo gira em torno de meia dúzia de escolhidas.
Claro que não estamos falando de matérias sérias e imparciais, estamos falando de fofocas, matérias superficiais e inúteis. O jornalista, na teoria, deve escolher suas pautas pensando no que é utilidade pública, no que pode ajudar as pessoas, o que vai mudar a vida delas. Matérias dizendo que o ovo não é tão vilão quanto se pensava antes ajudou muita gente, matérias sobre o estilo da de Demi Lovato não. Isto é matéria de nicho, isso é importante só para os fãs dela, para quem acompanha a carreira dela, para quem se interessa por moda talvez, mas está longe de ser utilidade pública.
 O problema é que atualmente o Jornalismo tem produzido matérias cada vez mais rasas tanto por preguiça do jornalista de apurar o necessário, como falta de tempo para realizar a apuração, uma vez que no início dos anos de 1990 o Jornalismo passou por uma grande reforma e houve demissões em massa que afetam a profissão até hoje, o jornalista que está empregado hoje muitas vezes está saturado e sem tempo de apurar direito para todas as matérias que ele está fazendo. Além disso, o que pessoalmente mais me preocupa é a falta de liberdade do jornalista de escrever o que é de fato de interesse público submetido a interesses financeiros e políticos de gente muito maior e mais poderosa do que ele, um mero jornalista. O livro da década de 1980, O Que É Jornalismo?, de Clóvis Rossi  já dizia algo que ainda que ele tenha dito sobre uma realidade de 30 anos atrás é extremamente atual: "há liberdade de impressa, mas não há liberdade de empresa".
Nós como consumidores da mídia estamos cada vez mais induzidos a consumir um conteúdo irrelevante, alienante e desnecessário. Nos tornamos reféns do que assessorias de imprensa querem que nós gostemos, do que políticos milionários querem que a gente esqueça e nós parecemos consumir tudo isso de bom grado ao não ter nenhum filtro, nenhum olhar crítico do que a gente vê por aí como trend topic. Senso crítico nunca foi tão necessário - e nunca esteve tão em falta.


E você, o que acha de tudo isso? Me conta :)
Beijos
S. S Sarfati


Eu come cei a leitura deste livro lá em 2014, no meu último ano do Ensino Médio, quando em meio as minhas aulas de Literatura meu professor comentou brevemente sobre a história e eu me interessei. Como é uma história antiga (de 1844!) está em domínio público então foi fácil achar para ler no tablet (sim, eu me dou muito bem em ler livros digitais). Eu lembro de ter lido umas cinquenta páginas no máximo e por algum motivo que eu não me lembro, deixei o livro de lado. Este ano, agora que moro em São Paulo e gasto quase duas horas todos os dias para ir para à faculdade, decidi voltar a ler o romance de Joaquim Manuel de Macedo, mas a grande questão foi que eu não lembrava de NADA, então precisei voltar para o início do livro.
Começo dizendo que foi uma experiência ler um dos clássicos do Romantismo brasileiro tanto tempo depois de ter estudado o assunto. Acredito ter me possibilitado ler a história de maneira isenta e mais imparcial, uma vez que estou bastante afastada de qualquer tipo de estudo literário há anos.
De maneira bastante honesta digo que o enredo da história é bastante "mais do mesmo" - o que é bastante esperado uma vez que o livro pertence ao Romantismo. Um rapaz e uma moça se conhecem, eles se odeiam a primeira vista, percebem que estão ficando afim um do outro e acabam juntos. Fim. Não, isso não pode ser considerado spoiler uma vez que a história tem mais de 170 anos. Na real, quantas histórias que acontece EXATAMENTE isso vocês já não viram? Até mesmo meu queridíssimo 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você tem esse mesmo enredo. Entendem meu ponto?
Eu, como uma leitora moderna, achei que o enredo chato e tedioso, contudo achei algumas cenas muito bem construídas e com certeza guardei elas no meu repertório para meus futuros escritos (inclusive, estou morrendo de saudades de me dedicar aos meus contos e narrativas).
Como eu disse acima, este livro tem mais de um século de existência e não há maneiras possíveis de eu julga-lo com os olhos que tenho hoje, com a visão de mundo de 2017 sem parecer uma babaca pois vou precisar ignorar todos os aspectos que contextualizam o livro. Por outro lado, se eu ler o livro apenas contextualizando ele, vou acabar presa em uma aula de literatura. Entendem como é complicado comentar este livro? Até pensei em não fazer isso aqui no blog, mas senti que precisava.
Eu precisava parque é necessário lermos os livros clássicos da literatura mundial - e se vivemos no Brasil, por que não da brasileira também? - se quisermos sermos pessoas mais cultas. Isso pode não fazer muito sentido para você a primeira vista, mas livros são os bens mais preciosos da humanidade e a educação brasileira falha em níveis catastróficos ao ignorar isso. Na França, os alunos são obrigados a ler Sartre no Ensino Médio então não é atoa que o engajamento dos franceses nas artes e na política é enorme. Meu conselho sobre este livro é que ele deve ser lido, ainda que sem grandes expectativas. Leia-o sabendo apreciar o brilhantismo que o passado carrega consigo em algumas ocasiões.

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Beijos
S.S Sarfati

Ciúmes Tumblr

Ciúme é algo engraçado: não é sobre gostar, tampouco sobre amar. É sobre o sentimento de posse - e de gostar da posse. É menos do que se importar consigo, mas sim se importar com o seu ego e como o outro serve para massagem-lo e aumenta-lo. É sobre querer ter para si algo que ninguém mias tem, algo como uma jóia rara. Não é sobre gostar de alguém a ponto de não querer dividir esse alguém com mais ninguém, mas sim sobre querer que essa pessoa seja sua acima de tudo. É errado, é egoísta.
É sobre como somos capazes de fazer alguém nosso prisioneiro da nossa vida, da nossa vontade, do nosso ego. É sobre como o prisioneiro é capaz de nos colocar a frente das suas próprias necessidades e querer. Como conseguimos ser importantes para alguém mais do que somos para nós mesmos. 
Outra coisa curiosa sobre o ciúmes é como ele é capaz revelar nossas inseguranças mais profundas, como se o medo de perder algo que talvez nunca tenha sido nosso mostre para nós mesmo que a verdade escondida dentro de nós signifique que temos medo de perder quem se importa conosco talvez porque nós não nos importamos o suficiente com nós mesmos. É difícil admitir isso, mas é a verdade.
Eu acredito que ciúmes tenha muito mais haver com a relação que temos com nós mesmos do que com o outro. Acredito que não seja uma qualidade, mas também não achou que seja defeito - se não for doentio. Claro que há aquele tipo de ciúmes que gera drama, crises e até mesmo assassinatos nos seus casos mais extremos, esse deve ser evitado a qualquer custo - vale sim se afastar de pessoas ciumentas ao extremo - mas se usarmos o nosso ciúme para refletirmos o que falta dentro de nós e porque esperamos que aquela pessoa preencha esse vazio, é extremamente válido. Ciúmes é bom se ele não for externado.
Sinto muito se você não concorda comigo, mas há possibilidade do fato de eu ser de Aquário influenciar um pouco no meu desprendimento de valores excessivamente emocionais e do meu questionamento por todos os sentimentos que envolvem os seres humanos, contudo verdade seja dita: precisamos fugir de pessoas que usam o ciúmes como bolas de ferro nos nossos pés.

E você, o que pensa sobre ciúmes?
Beijos
S.S Sarfati

Duff Kody Keplinger
Prateleira de Cima

Deve fazer uns dois anos desde que assisti ao filme DUFF pela primeira vez. Lembro-me de ter gostado e achado um bom filme dentro da estrutura dos filmes clichês românticos adolescentes. É aquele filme amorzinho que cumpre bem a função de divertir por algumas horas, mas nada excepcional. Uns meses depois, através do canal da Camila Deus Dará eu descobri que havia um livro no qual o filme havia se baseado e eu fiquei LOUCA para ler. Até que este ano, eu FINALMENTE encontrei o livro em português e li o livro. 
DUFF conta a história de Bianca Piper que é uma garota normal, como eu e você, que não é a mais bonita ou a mais inteligente e que acredita não se importar com os outros pensam até o dia em que em uma conversa com o bonitão-canalha Wesley Rush ela descobre ser a DUFF do seu grupo de amigas - Designated Ugly Fat Friend, algo como a amiga feia e gorda em português. A amiga menos atraente, aquela que faz todas as amigas dela parecerem mais bonitas por não ser tão bonita assim. 
Primeiro de tudo, eu preciso dizer que a escrita da Kody Kiplinger é absurdamente viciante. Eu li o livro em quatro horas, em uma sentada durante a madrugada o livro todo foi devorado pelos meus olhos famintos por bons livros. Acredito que desde 2013, desde os livros da Meg Cabot e o primeiro livro da Paula Pimenta publicado - Fazendo Meu Filme, eu não encontrava um livro assim. Foi ótimo, até me senti adolescente de novo. 
O livro é um Young Adult, ou seja, para o público de 16 à 24 anos, que se passa no ambiente escolar, mas a verdade é que ele está longe de ser um livro que só quem está na escola ou que lê ele com esse pensamento consegue aproveitar. Há vários pontos interessantes no livro, tais como feminismo e amizade.
No filme a relação entre a Bianca e suas amigas é mostrada de uma maneira em que as meninas são quase modelos da Victoria's Secret enquanto a Bianca é uma menina normal da idade dela, contudo no livro isso é mostrado como três adolescentes que são amigas e só. Nada de pseudo moledo da Victoria's Secret. Além disso, a Bianca do filme é muito passiva enquanto a do livro é cheia de personalidade e se envolve em um romance de verdade com o Wesley e não algo platônico como acontece no filme. 
O que mais me chamou a atenção é a mensagem que o livro passa, afinal, todos nós temos nossas inseguranças especialmente se formos mulheres já que há uma indústria milionária que lucra com nossas inseguranças e que de maneira covarde induz uma competição desnecessária entre nós - mais ou menos o que Wesley faz com Bianca ao dizer que ela é a amiga feia e gorda. No fim, a amizade vence e alguns preconceitos mudam que é o que importa! 

E aí, ficou com vontade de ler? E se já leu, o que achou? 
Me adiciona no Skoob para trocarmos dicas literárias :) 
Beijos 
S.S Sarfati

transferencia de faculdade

Como alguém que tomou essa decisão há mais de um ano atrás, preciso dizer que não é algo fácil. Quando nós entramos na faculdade temos a impressão de que estaremos naquele lugar nos próximos quatro ou cinco anos e que nada vai nos tirar de lá, contudo a verdade é que MUITA coisa pode  e vai acontecer nesse período. 
Se você perceber que não é o curso que você quer, dependendo da instituição, você pode transferir dentro da própria instituição. A PUC eu sei que não permite isso, mas a UNITAU (minha antiga faculdade) permite. Você só vai conhecer o curso de verdade quando você começar nele, não importa o quanto você tenha pesquisado sobre ele. Por exemplo, eu achei que eu iria gostar mais das matérias práticas do curso de Jornalismo, mas acabei gostando mais das matérias teóricas. Como eu já disse, a PUC é mais trabalhosa do que difícil
Falando mais do meu caso,  o que me levou a mudar de faculdade foi que eu achei que a UNITAU não correspondia as minhas expectativas de ensino e que eu achava ela absurdamente fácil e sem seriedade. Eu estava fazendo um curso de Jornalismo que me cobrava pouquíssima leitura, sério. O que eu li no primeiro semestre da PUC, eu li no primeiro ano da UNITAU. 
Além do mais, a UNITAU tem muita representatividade no Vale do Paraíba e por isso acaba focando muito lá, mas nunca foi minha intenção ficar por lá então acabava que eu percebi estar ficando atrás em relação aos meus futuros concorrentes nas grandes capitais.
 Além disso, nome da faculdade conta muito sim. Esqueça quando te falarem que isso é coisa do passado porque só estão querendo te manipular. Você será julgado pelo nome da sua faculdade sim e embora pessoalmente eu não concorde, não há o que eu possa fazer contra isso. Não estou dizendo que se você se formar em uma faculdade menor você não terá chances de sucesso profissional real na sua vida, mas quanto maior e mais reconhecida for sua faculdade mais portas se abrirão com mais facilidade para você. 
O que você precisa colocar na balança é se vale a pena para você. Para mim valeu e eu não me arrependo disso nem por um minuto. Algumas pessoas evitam por causa do atraso que ocorre para se formar, na UNITAU eu me formaria em 2019 e na PUC vou me formar em 2020, tem gente que não admite isso de jeito nenhum por já achar a faculdade estressante demais, mas para mim foi tranquilo tanto porque eu nunca me senti na faculdade de verdade na UNITAU. É um processo chatinho pedir transferencia, mas mil vezes melhor do que o vestibular. 
Como eu disse acima e faço questão de ressaltar: para MIM valeu a pena por querer uma faculdade melhor, maior e menos regionalizada, mas conheço pessoas que ainda que vejam os mesmo defeitos que eu vejo na UNITAU não acham que devam mudar. É sobre pensar no que você quer e no que você pode fazer para chegar lá. 

Vocês já pensaram em mudar de faculdade? 
Beijos
S.S Sarfati

Instax Tumblr

Como eu falei no meu post sobre o início de Outubro, em Setembro eu fui relapsa com as minhas redes sociais, especialmente meu Instagram. Eu tinha muito foto legal que acabei não postando por bobagem e agora que não tenho mais aquele aparelho e perdi todas as fotos que eu tinha no VSCO já editadas para eu postar eu me arrependo ainda mais por não ter postado mais fotos em Setembro. A verdade é que algumas fotos dá para eu fazer a composição de novo, especialmente as fotos de livros, mas a verdade é que não sou de "montar as fotos" eu capturo o momento (seja um local, pôr do sol ou um café) e acabei perdendo quase tudo mesmo. Algumas fotos estão nas minhas conversas de WhatsApp com a minha mãe - ela é uma ótima fotografa amadora então sempre peço a opinião dela nos meus clicks - aliás, olhem o perfil dela no Instagram @sandragalasse
Agora chega de falatório, vamos as fotos de Setembro!